ASSOCIAÇÃO DE CAÇADORES

"Os Quatro Unidos"

 

 

 

Reserva de Caça Associativa - Processo nº 3112
ARMAS & MUNIÇÕES - Na Caça
 
CAÇA MENOR
CAÇA MAIOR
- Codorniz - Javali
- Coelho-Bravo - Corço
- Estorninho-Malhado - Muflão
- Faisão - Veado
-
- Galinha d´Água -
- Galinhola -
- Lebre -
- Narceja-Comum -
- Patos -
- Perdiz-Vermelha -
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- Rola-Comum -
- Tordo -
- Raposa -
- Saca-Rabos -

 

 

CAÇA MENOR:

 

Codorniz

Em construção...

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Coelho-Bravo

Todos os anos o coelho é o rei dos nossos campos, e cada vez mais a sua gestão atempada e mais adequada possibilita que as populações estabilizem, com resultados consequentemente melhores nas nossas saídas para caçar.

Quando vamos caçar coelhos, o terreno e a sua cobertura são determinantes, o que à primeira vista pode parecer fácil, pode tornar-se numa verdadeira tarefa, fruto de conhecimento profundo do local onde estamos a caçar. Tanto é assim que parece que se vêem a saltar perto de umcanavial ou de uma mancha de mato, mas que não conseguimos fazer nenhum saltar a jeito de lhes disparar em zonas dessas, densas como são.

Espingarda mais adequada: Nos terrenos de muita vegetação devemos utilizar caçadeiras de dois canos, para ter disponível dois chokes e duas distância, o que é muito mais complicado de conseguir se se tratarem de caçadeiras semi-automáticas, que têm apenas um choke para três disparos.

Chokes a utilizar: No caso de se tratarem de chokes intermutáveis, podemos montar o primeiro cano com um choke cilíndrico ou com **** e o segundo com *** ou **, em função do terreno, podendo até chegar ao full para distâncias maiores (mas sempre a menos de quarenta metros).

Chumbos e gramagens: Para os coelhos que saem muito juntos podemos usar um bom cartucho dispersante de 34 gr e chumbo 7, no primeiro cano, ou ainda optar por um choke mais aberto neste primeiro disparo, conjugado com um cartucho de bucha de feltro ou plástico sem copa contentora (tipo dispersante) que abrem melhor os chumbos quando as distâncias são mais próximas. No segundo disparo podemos optar por um cartucho de 34 gr chumbo 6 e um choke mais fechado obtendo assim uma boa dispersão a distâncias maiores.

EM MATO DENSO

Vamos explicar como podemos caçar nestes terrenos complicados, duros e difíceis, como é o caso de barrancos e brejos densos, onde o mato é denso. Estes terrenos requerem outra mentalidade, e aos poucos outro equipamento para os percorrer correctamente. Se vamos mais do que uma vez a estas zonas a nossa matilha de podengos não deve sofrer alteração, nem sequer o nosso método de caça. A base do que há a adaptar é sem dúvida alguma os cães que vamos levar para o campo.

Em locais com muito mato e com poucos coelhos, o podengo, apesar de ser por excelência o cão dos coelhos, tende a fazer com que estes se encerrem um pouco nas suas covas, o que origina poucas hipóteses de tiro. Estes terrenos muito cobertos dão mais caça se usarmos cães de busca mais lenta do que o podengo, pois o coelho que aqui vive tem inimigos por todo o lado e quando ouve o ruído dos cães e sente a sua aproximação, esconde-se na sua toca sem se atrever a sair, tal como faz com os seus predadores.

Assim, o ideal será utilizar cães de busca mais lenta, que castiguem pouco e pressionem apenas o suficiente para o coelho sentir confiança para lhes fugir e enganá-los, correndo e parando para ver o que se passa com a ameaça. Se estivermos bem localizados e escolhermos o local de tiro o melhor possível, podemos chegar mesmo a abater uns quantos ao longo da jornada de caça. Assim, dos cães podemos referir os sabugos, os Teckel ou cruzados. Estes cães trabalham de forma minuciosa, e chegam mesmo a parecer lentos e vagarosos. Mas estes terrenos requerem este mesmo ritmo, de tal forma que os animais possam dar com o encame do coelho, e desta forma o persigam através do terreno se lhe tocarem a cauda, a um bom ritmo sem fazer muita pressão. Cães tão valentes e poderosos como os Beagle ou alguns sabugos pequenos, tal como os Basset, são talvez os que melhor se adaptam à caça nestes terrenos. A sua estratégia de caça, independentemente das particularidades próprias de uma ou outra raça, com mais ou menos sensibilidade de nariz, é a de seguir o rasto do coelho até chegar ao local onde está acamado, seguindo a emanação e os cheiros que aos poucos lhe vão chegando.

Como já o sabemos o coelho neste tipo de terrenos está em casa e nunca se afasta muito dela, pelo que não devemos estranhar que em zonas com muita mata e coelhos que levam uma certa distância dos cães, ter de esperar um pouco para atirar. Devemos assim aproximar-nos do local onde os cães levantaram o coelho, e esperarmos aí próximo, virados para um local com um pouco mais ralo de matoe se possível num local mais alto (como por exemplo, de cima de uma pedra grande), pois o coelho certamente voltará aí. Se por acaso na zona em que se está a caçar se encontrarem barrancos, devemo-nos situar o mais alto possível de modo a conseguirmos uma visão melhor e mais ampla do terreno que estamos a caçar.

Caçar com sabugos requer uma dinâmica diferente de se caçarmos com podengos em montes mais carecas de vegetação. O que se trata agora é de um tipo de caça de paciência e de astúcia, completo e total conhecimento do nosso cão, e pontaria quando chegar o momento de disparar. Não vamos caçar estáticos, como se caça acompanhados de podengos, nem o próprio monte não o permite porque apresenta muitos obstáculos que a nossa visão tem de ultrapassar.

Não esquecer, há que respeitar sempre as condições de segurança e atirar apenas quando os cães estiverem afastados do coelho; nunca ao mato que abana ou que se move; e nunca abusar dos disparos demasiados distantes, porque ferem mais do que matam.

 

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Estorninho-Malhado

Em construção...

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Faisão

Em construção...

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Galeirão

Em construção...

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Galinha d´Água

Em construção...

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Galinhola

A Galinhola (tal como a Narceja) são peças de caça muito apreciadas em Portugal, e constituem um desafio aos caçadores, pois o seu voo irregular e o seu levante por vezes explosivo causam uma certa dificuldade no abate.

Em construção...

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Lebre


Nesta caça são necessários bons cachorros lebreiros (galgos). Solte os cachorros e espere, pois os cachorros irão trazer (espantar) a caça até você, este método só funcionará desde que os cachorros já estejam muito bem ensinados.

Onde a Procurar: A lebre tem de ser procurada em função do tempo, pois não é uma peça sobre a qual sirvam regras fixas. Se faz frio, chove ou esteja uma manhã calma e faça sol, vamos encontrá-la nuns locais e não em noutros. Não devemos desesperar se não conseguirmos levantar nenhuma, porque muitas vezes estão próximo, muito próximo, acamadas imóveis. Em extensões maiores e mais abertas a busca cruzada dá melhores resultados. O caçador segue uma trajectória em zigue-zague, descrevendo o cão um zigue-zague intercalado ainda mais largo. A finalidade é não deixar sítios sem caçar, onde podem estar encamadas as lebres.

  • NOS PRIMEIROS DIAS DA TERMPORADA devemos estar muito atentos aos locais onde passaram os últimos meses, sem as incomodar em demasia. Tratam-se dos olivais, parcelas de vinha, hortas, regadio ou terrenos que ladeiam zonas de restolho , limitando tufos de mato baixo.
  • COM CHUVA a lebre comporta-se de maneira diferente, e há alturas em que só as encontramos nas colinas ou no monte, nos primeiros metros dos cerros e das lombas, ou nos terrenos muito pedregosos. Também junto às vedações e divisórias de terrenos onde não encharca demasiado e onde pode fugir sobre terreno firme.
  • NAS MANHÃS GELADAS devemos considerar que a lebre resiste a abandonar a sua cama, pois como é natural está aquecida e renitente em levantar-se, dormitando num sono ligeiro, já que estão sempre atentas e alerta. Estes são dias bons para caçar com cão de parar.
  • NOS DIAS DE VENTO FORTE as lebres andam de fugida ou então não se vêem nenhumas.

Espingarda mais adequada: Uma caçadeira boa para lebres, tanto pela prestação como por uma questão de comodidade, pode muito bem ser uma justaposta, que como valor acrescido tem o facto de para além das suas bonitas linhas, encara rapidamente e de forma fácil, e é cómoda para caçar durante algumas horas. Sempre ouvimos dizer que a caçadeira justaposta, a paralela, é a arma ideal para as peças de pêlo, pois permite ver melhor a lebre ou o coelho enquanto correm.

Chokes a utilizar: Como a lebre é uma peça inquieta, e tanto salta de um pé de oliveira, como de um montinho de pedras, nunca sabemos qual a distância a que vamos atirar. Atirando com paralela, o habitual são os chokes fixos, normalmente *** e * ou então **** e **, sendo a última a melhor combinação para a lebre, pois com um choke aberto e um bom cartucho cobrimos distências até aos 25 metros sem qualquer problema, e com ** podemos abatê-las a distâncias para além dos 35 metros. Utilizam-se chokes intermutáveis, ou utilizamos uma sobreposta com este sistema de chokes, podendo sempre escolher entre uma estrangulação e outra, consoante o dia.

Chumbos e gramagens: Caçar lebres requer utilizar cartuchos adequados às características desta peça e nada mais, quer atiremos muito próximo ou muito longe. Assim, no início da época de caça podemos servir-nos de 32 gr com chumbo 7. A carga destes cartuchos é mais do que suficiente para atirar nesta altura do ano, sendo uma opção mais do que sensata para justapostas. À medida que progredimos na temporada e as distâncias a cobrir são maiores, podemos utilizar cartuchos de 34 gr e chumbo 6, ou combinando chumbo 7 para o primeiro disparo, e seis para o segundo, sendo já uma carga pesada para a caçadeira justaposta, mas cómoda para semiautomática ou até sobreposta. Esta mesma carga em chumbo 6, e 5 para as últimas jornadas, pode ser uma boa ajuda para abatermos qualquer lebre a qualquer distância de tiro. Podemos chegar aos 36 gr e chumbo 6 em ambos os canos, se bem que esta carga não seja cómoda para todos nem para todas as caçadeiras, pelo que será algo que devemos decidir de acordo com o que preferimos. A escolha mais acertada penso ser 32 gr de chumbo 7, até meio da temporada, passando de Dezembro até final a 34 gr e chumbo 6.

Dicas: Aqui ficam algumas dicas referentes à caça da lebre.

  • as lebres que nos saltam aos pés são mais fáceis de abater se esperarmos que se afastem uns 25 a 30 metros, deixando-as correr e seguindo a sua trajectória. O grande segredo está em permitir este afastamento e em atirar às orelhas e não à cauda, para que os tiros não fiquem curtos. Com um disparo são facilmente abatidas.
  • quando abatemos uma lebre o ideal é pendurá-la pelas patas traseiras ou pelas quatro patas, esperando um pouco para que arrefeça e então colocá-la no bornal.
  • quando a lebre sai enviesada, ou quando entra na nossa zona de tiro pela direita ou pela esquerda, devemos seguir a sua corrida, adiantar, não parar a caçadeira e atirar sem deixar de encarar, pois se não acertarmos temos de disparar segunda vez.
  • quanto mais aberto fôr o choke menos teremos de adiantar o tiro

 

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Narceja-Comum

A Narceja (tal como a Galinhola) são peças de caça muito apreciadas em Portugal, e constituem um desafio aos caçadores, pois o seu voo irregular e o seu levante por vezes explosivo causam uma certa dificuldade no abate.

Em construção...

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Patos

Em construção...

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Perdiz


Para esta caça é necessário ter também um bom cão, como pointer, perdigueiro, weimeranner, braco, kurtzhaar, etc. Tendo bons cães você certamente fará boas caçadas se a área escolhida possuir perdizes.

Espingarda mais adequada: As caçadeiras têm de ser cómodas, às quais estejamos habituados, pois vamos caminhar muito e percorrer muito terreno.

Chokes a utilizar: Os chokes não devem ser muito fechados nem devemos atirar de muito longe, pois há que saber esperar por uma boa distância de tiro. Em semiautomática devemos utilizar choke de ** e em caçadeiras de dois canos *** e *, pois são mais que suficientes, conjugados com um bom cartucho.

Chumbos e gramagens: Um bom cartucho de 32 gr, ou em alguns casos de 34 gr. Em qualquer um dos casos o cartucho tem de ser fiável, e uma velocidade adequada. Com um bom cartucho de 32 gr de chumbo 7, agora no ínicio, e depois um de 34 gr e chumbo 6, para as últimas saídas, não teremos problemas.

Essa variação de chumbo vai de acordo com o cão que se tem e a época em que se está a caçar (quanto mais tarde, maior a distância a que as perdizes se levantam visto já terem sido batidas anteriormente). Se por ventura o cão levantar a Perdiz a uma distância muito longa, deve-se aumentar o tamanho do chumbo, como também o choke que se utiliza na arma (estamos usando como parâmetros armas com choke modified ou improved modified).

FORMAÇÃO DA LINHA

A perdiz requer uma estratégia muito bem desenvolvida pelos caçadores que a perseguem e que avançam em linha. Mas esta modalidade de caça não consiste apenas em formar uma linha e avançar. Isto pode funcionar apenas em terrenos com elevada densidade de perdizes e em dias de início de temporada, enquanto a perdiz não está forte e muito perseguida pelos tiros. Assim, a linha disciplinada deve ser dirigida pelo caçador de maior experiência, que conhece o terreno de caça e os movimentos das aves. As caçadeiras devem estar separadas pelo menos uns 100 metros, se fôr caso de terreno plano, e mais ou menos 50 metros, se se tratar de um monte com elevações, sempre no terreno onde se presume que estejam as perdizes, dirigindo os seus vôos para as zonas da sua preferência.

A linha deve pressionar as perdizes, que passando uma ou duas, se irão arrancando à nossa frente, voando, continuando no seu encalce até que tenham levantado várias vezes e se dirijam para uma zona própria (uma vinha, mato ou até canas). Ao fazê-las voar estamos a cansá-las, por isso temos de as levar com calma e paciência para não dar muito tempo entre cada voo em direcção a cada uma destas zonas. Ou pelo menos até nos apercebermos que estão nervosas e que querem voltar ao seu lugar de protecção. Nesse momento podemos dispara a boa distância.

A linha depende do tipo de terreno onde estamos a caçar. Em terrenos planos devemos conduzir as perdizes até zonas acidentadas, como uma vinha, horta ou monte de mato, para que a perdiz consiga aguentar mais tempo. A linha em terrenos planos e de charneca quase sem vegetação, deve ser feita de modo a que se mova em círculo, varrendo o terreno pelo limite da zona de caça. Os caçadores de boa condição física devem ficar nas pontas, e no eixo central, que percorre menos área, os caçadores mais velhos e experientes. A linha pode também estar em forma de "C", empurrando-as para o centro. Nas encostas, a linha de baixo deve ir ligeiramente mais adientada, para poder conduzir os pássaros que voam de cima. Nas zonas de mato baixo e de vegetação densa há que estar sempre atento aos companheiros, sem que haja adiantamentos ou atrasos significativos, localizando os mais próximos para evitar acidentes. Deixar trabalhar os cães sem saírem do nosso alcance, não deixando perdizes voarem para trás. As perdizes feridas ou em locais mais complicados poderão ser mais difíceis e demorar mais tempo a cobrar, mas a linha deve aguardar, sem se separar.

Vantagens e inconvenientes

Esta forma de caça tem as suas vantagens e inconvenientes. A principal vantagem é facilitar, mediante uma estratégia definida, o levar pela frente os bandos de perdizes, cobrindo o terreno de forma adequada e mais ou menos minuciosa, e formando um grupo de caçadores que aproveitarão melhor as oportunidades que surjam na zona de caça. O inconveniente é que se trata de um trabalho de equipa, e cada um deve cumprir o seu trabalho na perfeição, desempenhando na perfeição o papel que lhe foi estipulado. Uma falha pode causar o falhanço da estratégia.

O ideal é formar um grupo de cinco caçadores que se conheçam e que já tenham caçado juntos, conhecendo as suas limitações, vantagens, capacidades e atitudes. É fundamental ir com o ritmo adequado, de acordo se veja a caça e os bandos de perdizes a levantar, ás primeiras horas, fora de tiro. Os caçadores devem conseguir ver-se uns aos outros para manterem a linha, sem estarem muito adiantados ou atrasados, em função do papel que tenham na linha. Isto que pode parecer tão simples, como estar em sintonia com a linha, quando chega o momento de o executar não é tão simples quanto parece. É que as condições do terreno determinam a caminhada, e a nossa atenção é sempre necessária para detectar, acompanhar ou esperar por algum companheiro atrasado. Também não devemos adiantar-nos, levantar perdizes fora do nosso alcance ou deixar espaços que as deixem escapar se voarem para trás.

Cães

No que diz respeito aos cães, devemos evitar que estes se afastem excessivamente, prendendo-os com a trela para evitar que levantem caça sem qualquer controlo. No início vão estar muito fortes e cheios de energia, mas à medida que o dia vai passando vão adaptando a sua busca ao terreno que cobrem, permitindo que a caça nos saia a tiro. Não podemos permitir que um ou dois cães cacem como querem e à distância que querem. Caso fosse assim, todo o trabalho da linha era deitado por água abaixo e de nada servirá a estratégia pré estabelecida pois as perdizes levantar-se-iam sem possibilidades. Se por algum motivo, não conseguirmos controlar o cão o melhor é não o levar para caçar em linha e apenas nos acompanhar quando caçarmos sozinhos.

AS TRAJECTÓRIAS DE TIRO

Na caça em linha as perdizes entram de formas muito diferentes. Perdizes de trás, cruzadas saíndo de uma encosta, perdizes da esquerda ou da direita a diferentes alturas, esvoaçando por cima de nós tentando voltar... o que há que nunca esquecer é que o tiro tem de resultar num bom encare e num swing completo, extenso, sem desencarar após o primeiro disparo, caso seja necessário fazer uma repetição.

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Pombo-Bravo, Pombo-Torcaz e Pombo-da-Rocha

Em construção...

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Rola-comum

É uma espécie que possuí a visão e a audição muito aguçada, é preciso ter um cuidado muito especial nos preparativos para este tipo de caça. Encontrar uma área onde as pombas estão comendo como: plantações de trigo, aveia, cevada, girassol, milho, soja ou arroz; certificando-se que realmente estas pombas estão fazendo as suas refeições neste local, feito isto fazer uma negaça com a palha do cultivo da área, fazer também uma raspagem do solo na distancia de 15 metros do local da negaça e colocar no local desta raspagem as negaças (imitações de plástico) e jogar nesta raspagem se possível, sementes do cultivo da área.
Tudo isso servirá mais ainda para atrair a atenção da caça.

Para esta caça, utiliza-se normalmente munição com chumbo 5 pois é uma ave que voa muito rápido e que certas vezes se apresenta a uma certa altura, sendo necessário assim um tiro com um chumbo mais forte para a derrubar.

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Tordo

Esta espécie é sem dúvida o rei da cinegética. Das paisagens de Norte a Sul, o tordo pinta os dias de várias cores e levanta a moral dos caçadores que o procuram.
O sucesso na caça a esta espécie depende sobretudo de uma boa organização por parte dos gestores da reserva, do seu conhecimento dos locais de entrada dos tordos, os sítios que preferem, adaptando os caçadores a essa sabedoria.
Qualquer caçador conhecedor desta ave sabe que pode satisfazer-se com quatro variedades da espécie: o Tordo-Comum (de tamanho médio), o Tordo-Ruivo de asa avermelhada (mais pequeno e com a característica dos tons ocres nas axilas), o Tordo-Zornal (sempre desconfiado e amante dos campos abertos) e por fim a Tordeia (maior, que com o frio distribui-se por olivais e vinhedos, passando a noite em matos).
ATIRAR AOS TORDOS
Atirar sobre os tordos quer seja de manhã ou de tarde, é um prazer para muitos. O conhecimento profundo das passagens das aves, da climatologia do próprio dia, o ar e a sorte jogam a sua parte determinante no resultado final.
Há jornadas onde tudo parece estar contra nós, e portas e postos que prometiam ser recheadas, nuns dias dão meia dúzia de pássaros e noutras chegamos a atingir o limite diário de abate (50 peças por caçador e por dia de caça no terreno não ordenado).
Primeiro que tudo devemos tornar a nossa presença o mais discreta possível, de modo a que os tordos não nos vejam ao longe, evitando assim que estes se desviem.
O que necessitamos é ter a melhor camuflagem possível, de forma a que estejamos perfeitamente mimetizados para que a ave não desconfie e entre o mais a tiro possível, tentando não mostrar o cano da caçadeira até ao último momento. O tordo deve entrar bem, de forma a que o nosso adiantamento seja profícuo, fazendo cair a peça perto de nós.
 
LOCAIS DE PASSAGEM
Mas nunca nos devemos esquecer que os tordos, se damos com os seus locais de passagem, podem dar-nos jornadas inesquecíveis, com disparos muito difíceis, quer pela velocidade com a qual entram a tão pouca distância, quer pela altura a que o fazem.
Assim, pela manhã esperamo-los quando vêem comer, abandonando os matos que lhes deu abrigo durante a noite. O vento vai favorecer esta entrada, em particular nessas manhãs em que a geada nocturna deixa na paisagem uma camada reluzente de gelo, que o Sol desfaz pouco a pouco com o seu calor. Nestas alturas da manhã o frio deixa-nos com menos reacção e alguma insegurança no disparo.
 
COBRO DOS TORDOS
O traquejo que se vai ganhando no disparo durante umas horas, vai sendo constante, tal como o cobro dos pássaros abatidos, em zonas onde o seu mimetismo com o terreno e o seu pequeno tamanho tornam o seu cobro bem difícil e complicado. Isto especialmente se as entradas forem muito abundantes. É importante fixar muito bem os pontos onde caem para não deixar tordos perdidos. O melhor a fazer é tentar recuperar logo o tordo abatido sem retirar os olhos do local da sua queda, evitanto assim confusões no que diz respeito à direcção e distância da sua queda ou até que o tordo fuja caso tenha "caído de asa".
 
TEMPO DE VOLTAR À TARDE
Sabendo nós que os tordos só se podem caçar até às 16 horas ou até ao pôr do sol, nos locais definidos por edital das direcções regionais de agricultura respectivas, chega então o tempo de parar.
Os pássaros dormem durante essas horas do meio do dia, momento ideal para trocarmos histórias dos lances da manhã e de almoçar, para voltarmos de tarde à caça. Nesta segunda parte do dia, os tordos abandonam os seus locais de "pastagem"(comida) para irem descansar nas árvores ou no mato mais baixo. Se se soube escolher um local para o posto no caminho que o tordo toma para a sua sesta, conseguiremos fazer uma boa sessão de tiros.
 
O TIRO
Tanto pela manhã como pela tarde, atirar ao tordo é difícil. Umas vezes porque a altura à qual entram obriga a um bom percurso com a arma e um adiantamento considerável, e outras vezes porque o tordo entra muito próximo e em zigue-zague. O tiro muitas vezes é feito mas piores condições possíveis, com o tordo quase a cair-nos no colo. São lances perfeitos para bons atiradores, que no final de cada jornada levam para casa o penduradoiro mais que cheio.
De salientar a importância de três factores de que um bom caçador de tordos não pode prescindir: boa visão, boa audição e por fim bons reflexos.
 
CARTUCHOS, CHOKES E ESPINGARDA A UTILIZAR
Na caça ao tordo utiliza-se diferentes tipos de cartuchos variando estes entre as 28 e as 36g de chumbo. Geralmente utiliza-se as cargas menores em caçadeiras de canos sobrepostos (entre as 28 e as 32g) visto estas apresentarem um recúo elevado no tiro. Quanto às caçadeiras semiautomáticas, geralmente utiliza-se cargas mais elevadas (entre as 32 e as 36g) porque além de estas apresentarem um recúo menor no tiro, necessitam de cargas mais fortes de modo a que consigam uma boa extracção dos cartuchos, o que não é conseguido com cargas mais fracas.
De salientar ainda um factor que é do desconhecimento de grande parte dos caçadores acerca das cargas a utilizar, além do factor relativo ao tipo de caçadeira que vamos utilizar, devemos ter também em conta a altura a que vamos atirar em média visto que, quanto menor fôr a carga mais rápido se torna o tiro e mais rápido este abrirá, enquanto que, quanto maior fôr a carga mais longe este abrirá mantendo assim uma nuvem de chumbo mais coesa a maiores distâncias.
Aconselham-se o uso de cartuchos de qualidade razoável, que tenham uma distribuição uniforme da nuvem de chumbo aquando o tiro. De preferência aconselha-se o uso de cartuchos de pólvora rápida, para evitar "descontos" desnecessários.
Para e tipo de caça, usa-se chumbo 7 até o 10 . Essa variação de chumbo varia de acordo com a distância e altura a que os tordos "entram" no local onde nos encontramos. Sendo assim utiliza-se chumbo 9 para distâncias menores e aumenta-se o diâmetro do mesmo à medida que a distância aumenta. Ao romper da manhã é aconselhado o uso de cartuchos com chumbos de dimensões menores e com maior tidade (chumbo 8 ou 9 ou até 10), para a obtenção de melhores resultados visto os tordos circularem a baixa altitude.
Quanto ao tipo de chokes a utilizar, estes vão variar de acordo com vários factores: chumbo a utilizar, distância a que se pretende atirar em média ou até de acordo com o tipo de espingarda a utilizar. Devemos tentar estabelecer uma boa relação chumbo / choke a utilizar conforme a distância pretendida. Quanto ao tipo de espingarda, se vamos utilizar uma semiautomática devemos utilizar um choke médio, geralmente *** e jogar depois com a gramagem e o número do chumbo do cartucho, caso se vá atirar com uma sobrepostos, a escolha torna-se mais fácil pois podemos ter dois tipos de choke à nossa disposição, podendo jogar em combinações tais como **** / ** ou então *** / * conforme a altura a que os tordos se encontrem a passar.
Pessoalmente, tenho preferência por uma boa espingarda de canos sobrepostos, que além de me permitir um encare rápido e eficaz, tem ainda uma outra vantagem, o facto de utilizar menos um cartucho, factor este que no final de uma boa jornada de caça se traduz na poupança de uma boa quantidade de cartuchos, além de nos obrigar a apurar cada tiro dado visto só termos dois, o que não acontece no caso das semiautomáticas que nos permite três disparos. Uma configuração com a qual tenho obtido bons resultados tem sido com os chokes **** / ** com um bom cartucho de 28 gramas, de pólvora rápida (A2 ou outra) de chumbo 7 1/2 ou até 8 conforme a distância a que os tordos se encontrem a entrar.
Tomar em atenção que é preferível disparar menos, em menos dias, mas fazê-lo bem, com uma boa quantidade de capturas de cada vez que se caça, sem disparar por disparar.

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Raposa

Em Portugal como em Inglaterra, a raposa caça-se de batida, de espera ou com cães nas covas, sendo esta última a modalidade em causa neste momento.
Na caça de batida, na impossibilidade de se tapar todas as covas, é importante ter em mente que as raposas são muito rápidas e extremamente silenciosas. Quando ameaçadas elas irão procurar o caminho mais curto para entrarem em mato denso e o mais pequeno descuido do caçador será suficiente para o conseguirem.
Se a raposa sofrer um disparo sem ser atingida, ela procurará a salvação através das manchas mais fechadas, para iludir os cães e batedores. Descreverá um arco de círculo e, servindo-se da astúcia, voltará à cova sorrateiramente. Por outro lado, se escapar em terreno livre, mais vale esquecê-la porque só irá parar uns bons quilómetros depois.
As batidas nunca devem ser muito extensas e a colocação das esperas, além das que ficam junto às covas, deve ser sempre junto da linha de córrego, ou seja, da intersecção entre duas encostas e onde passam as águas correntes.
A espera nunca deve estar situada a meia encosta, porque nesses terrenos existem sempre várias correntes de ar com várias direcções e que podem favorecer a raposa.
Na falta de mato, o caçador também não deve encobrir-se de uma árvore porque, ao querer examinar o terreno que lhe fica em frente, é obrigado a uma deslocação, modificando a forma do tronco com a sua silhueta.
Uma espera bem feita
Já na caça de espera com chamariz, uma modalidade cómoda e com bons resultados, o importante é imitar o correcto chiar de um coelho preso numa armadilha. É um meio seguro de conseguir boas presas que estejam dentro dos covis ou em terrenos demasiado duros para se cavar.
Assim que se desconfie da sua aproximação, o melhor é subir a arma devagar até ao ombro. A raposa não entra em corrida rápida, mas em pequenas marchas intercaladas por paragens de inspecção, sempre atrás de pedras, moitas ou outros obstáculos que as encubram. O caçador pode atirar com calma porque as raposas não têm o hábito de olhar para as copas das árvores.

 

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Saca-Rabos

Em construção...

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CAÇA MAIOR:

 

 

Javali

As esperas ao javali

As montarias ao javali

Em construção...

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Corço

Em construção...

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Muflão

O habitat do muflão é variado pois pode ser encontrado tanto em zonas planas com muita ou pouca vegetação, como em zonas montanhosas, ao sentir-se ameaçado prefere zonas mais altas.

A PROCURA

São animais com hábitos diurnos que variam com o tempo quente ou com o tempo frio. Na época do cio os muflões agrupam-se em manadas, com os machos a perseguirem as fêmeas e crias. Os balidos são audíveis à distância, pois como bovinos que são a intensidade do som é elevada, e esta é a melhor forma de localizar os machos.

A localização do muflão é simples, pois não se desloca sozinho mas sim em grupos de vários exemplares. Se não se sentir incomodado também não se movimenta muito, por isso não é complicado encontrá-lo. O único problema é que a sua visão é excelente, apercebendo-se desde muito longe da presença de qualquer intruso, movendo-se numa manada compacta, quase como uma bola, com os seus congéneres. Por isso convém ter muito cuidado na aproximação, com movimentos muito lentos, sempre com o vento a favor, e saber esperar, acima de tudo para tentar evitar os seus "sapateados". Quando um muflão é supreendido, sopra pelo nariz com força e bate com as patas no solo, levantando terra, pois não sabe que tipo de perigo se trata. As pressas são o pior inimigo do caçador.

O EQUIPAMENTO

Deve ser leve e silencioso, muito discreto, de forma a que se confunda o mais possível com a vegetação. Uns bons binóculos são fundamentais, de preferência com boas definições, não necessitando de grande luminosidade, isto porque o muflão ao contrário de outras espécies só pode ser caçado com boa luminosidade. Convém que os binóculos sejam pelo menos de oito aumentos (8X), muito claros e de grande contraste, pois é com eles que vamos avaliar o troféu entre muitos exemplares, coisa que se complica quando estes são muitos e estão em movimento uns no meio dos outros. É recomendável uma vara, um tripé ou qualquer coisa que nos sirva de apoio ou forquilha para suporte tanto à carabina como do tiro, já que as distâncias de tiro são normalmente compridas. Aconselha-se a utilização de uma rede ou gorro, que serve para dissimular os nossos olhos, pois o nosso olhar é o que mais se destaca no meio em que estamos e o que mais nos denuncia entre os animais.

ARMA, GATILHO E MIRA

Eis-nos no eterno problema da carabina. Qual levar? Neste caso é igual que seja mais leve ou mais pesada, já que esta aproximação não implica grandes subidas ou descidas por montes e vales em busca da caça. Poucas oportunidades vamos ter de repetir o tiro, a não ser para rematar o animal, pois o muflão tem a fama de encaixar bem os disparos, apesar de não ser muito robusto. Se o tiro fôr bom cairá, mas se falhar o ruído do tiro encarregar-se-á de afastar velozmente todos os outros numa corrida desenfreada. Uma nova tentativa poderá custar horas e horas e dar cabo da paciência de um santo.

Se pensarmos num único tiro, o ideal é uma arma monotiro. Apesar de servir qualquer uma com ferrolho e até uma semiautomática. Não é necessário levar muitas munições, pois não vão fazer falta.

Um bom gatilho faz falta, ainda que um de cabelo (simples ou duplo) ser o mais recomendável para fazermos um disparo fino, com apoio, sobre um animal quieto. Caso não tenhamos um, então o que levarmos deve ser macio e controlável (um ou dois tempos, mas bem definidos) para que o tiro não seja de esticão e não acerte entre as patas do animal.

No que diz respeito à mira, esta não tem de ser extremamente luminosa, mas sim muito nítida, para que no momento de disparo não se confunda e atire a outro animal. O ideal é que tanto os binóculos como a mira tenham aumentos muito próximos, para não ter de adaptar outra vez a vista e o campo visual, o que pode originar enganos com o nosso alvo. Muitas vezes dizemos que não apreciamos os visores com muito aumentos (mais de 4X ou 6X) porque são difíceis de dominar, e que qualquer movimento mesmo que seja imperceptível (devido à respiração, ao pulso, aos nervos, à falta de apoio), converte-se num erro angular considerável sobre o alvo. Mas neste caso acreditamos que os aumentos são sempre necessários quando estamos habituados a eles e nos sintamos cómodos, com poucas oscilações, dão os seus frutos.

CALIBRES E DISPAROS

Como condicionante temos um animal que encaixa muito bem as balas, que se atira mais ou menos distante, que não é muito corpulento e que se movimenta em grupo. Faz falta um calibre que seja bastante contundente, tenso, para cobrir a distância de tiro, e não demasiado grosso nem rápido de forma a que não atravesse o animal com possibilidade de cobrar outro que se encontre atrás do nosso escolhido e assim vermos duplicar a conta a pagar.

Assim, uma bala de rápida expansão (de acordo com o calibre) é o mais recomendável. Um calibre como o .30-06 ou semelhante (.270,7 x 64, .280 ou até mesmo o 7 x57) é perfeitamente válido. Algo maior parece desnecessário. Os Magnuns são demasiado rápidos e têm tendência a atravessar o animal, o que nunca é conveniente.

No que toca ao disparo, para o garantir há que esperar sempre que o animal se destaque do grupo. Como ponto de impacto devemos tentar a espada da mão, para que no momento do impacto ao tocar no osso se expanda e detenha o projéctil. O tiro de peito, de frente, apesar de ser muito difícil, se estivermos seguros do que vamos fazer , é também uma excelente opção.

 

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Veado

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